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Guto Pires foi, para muitos, o sinónimo
do grupo guineense Nasceu na Guiné Bissau em 1964 e desde criança sempre sonhou ser cantor.
De acordo com o artista, o grande objectivo do seu empenhamento nesses projectos foi sempre o de divulgar a música tradicional e popular da Guiné-Bissau.
O conhecimento da “World music” e da música africana em particular, marcaram profundamente a personalidade de Guto Pires enquanto compositor e intérprete, revelando como traços particulares, a sensibilidade, a harmonia, a destreza e a curiosidade. Os seus gestos e representações musicais mostram a sua capacidade em captar o quotidiano das relações culturais e sociais e sintetizá-lo em música.
Cantor multifacetado, criador de temas sobre África e principalmente sobre a Guiné-Bissau, Guto Pires é um observador atento do mundo que o rodeia, aliás fonte para a sua inspiração. Veja momentos memoráveis na vida do artista. CARREGUE AQUI. Tendo sido um dos primeiros artistas guineenses a se radicar em Portugal, Guto Pires é detentor de um vasto curriculum que já extravasou em muito o seu sonho inicial. Ao longo da sua carreira Guto Pires definiu uma estética musical própria, incorporando nas suas criações a dimensão polifónica, presente na cultura do seu país - apesar de ter deixado a sua terra natal ainda criança -- uma herança que o artista faz questão de preservar, abrindo assim, um campo sempre renovado de intervenção para as futuras gerações de músicos guineenses. Ainda durante a fase do grupo ISSABARY, Guto Pires participou desde 1995 nos colectivos “SONS DA LUSOFONIA” e “SONS DA FALA” (grupos que integram entre outros, Sérgio Godinho, Vitorino, Filipa Pais, Rui Veloso, Carlos Martins, Tito Paris, Dany Silva, Bana e Filipe Mukenga). Os agrupou cerca de 9 artistas e de tantos outros acompanhantes, cujo objectivo foi promover a música típica de cada país africano nas terras lusas.
No dia 28 de Maio de 2002 , Guto Pires apresentou, pela primeira vez, o seu primeiro disco a solo, "Sol Na Manssi" (Amanhecer) - um trabalho recheado de colaborações de peso.
Com temas próprios e temas populares da Guiné-Bissau, num total de 11 composições, Guto Pires introduz-nos na riqueza musical da sua (nossa) terra mãe dando voz ao amor, à paz e à liberdade. Para companheiros dessa aventura musical Guto Pires convidou alguns dos melhores músicos na área da música africana: Nas Guitarras, Djon Mota, (natural da Guiné-Bissau, radicado há vários anos em França e habitual acompanhante de Salif Keita e Angelique Kidjo) e Adriano Tundú (Guiné-Bissau); No Baixo, Miguel Yamba, Angolano de origem, também residente em França e músico de Papa Wemba e Oliver N´Goma. Nas teclas, Humberto Ramos (Cabo Verde), músico de Ildo Lobo. Nos Metais, o brasileiro Miguel Gonçalves (trompete) e o português Rui Gonçalves (trombone); Nas percussões, Dalú Rogee (Angola), Armando “Gente Nöba” Pereira, Wié Sissokó e Lilison, (Guiné-Bissau); na percussão Sikó, Iva (Guiné-Bissau) e os Dumdumba (orquestra de percussão de Lisboa especializada em ritmos africanos e brasileiros); Na bateria, Nandu Ndu e Dinho Silva (Angola); E nas vozes, Mino Nogueira, David Makulé e Maio Coope (Guiné-Bissau), Vânia (Moçambique) e Kaxuxa Sobral (Angola). Em 2008, Guto Pires participou num trabalho discográfico “Venham Mais Cinco” inspirado por Zeca Fonso, cantor português. Também durante o ano de 2008, Guto Pires fez sete concertos na Bélgica e na Holanda. Pela forma como soube abraçar, lutar, amar e divulgar a música guineense, Guto Pires é certamente um dos embaixadores de gumbé não só em Portugal, mas pelo mundo inteiro.
Veja momentos memoráveis na vida do artista. CARREGUE AQUI.
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