Guto Pires foi, para muitos, o sinónimo do grupo guineense
Issabary. Na verdade, ele foi o cantor e compositor principal
daquele agrupamento musical que em tempos representara a
música e a cultura guineense nas terras lusas.

Durante a sua carreira a solo que iniciou há muitos anos atrás,
o estilo de Guto continua a basear-se nas sonoridades
tradicionais da Guiné-bissau.


Nasceu na Guiné Bissau em 1964 e desde criança sempre
sonhou ser cantor.


Chegado a Portugal nos anos 70, criou e participou em diversos projectos musicais, entre os quais avulta o grupo ISSABARY, de que foi co-fundador em 1982/83. Issabary agrupou elementos como Djanuno Dabó, Dalau, Joaquim Pimentel (Djoca), Dr. Caía, Chando, Joanito, Zeca Garcia e Victor (Caúdo) Pereira. Infelizmente, o grupo ficou extinto em 1998 porque muitos elementos, no total de onze, optaram por outros países para além de Portugal.

De acordo com o artista, o grande objectivo do seu empenhamento nesses projectos foi sempre o de divulgar a música tradicional e popular da Guiné-Bissau.

O conhecimento da “World music” e da música africana em particular, marcaram profundamente a personalidade de Guto Pires enquanto compositor e intérprete, revelando como traços particulares, a sensibilidade, a harmonia, a destreza e a curiosidade. Os seus gestos e representações musicais mostram a sua capacidade em captar o quotidiano das relações culturais e sociais e sintetizá-lo em música.

 

 

 

 

 

 

Cantor multifacetado, criador de temas sobre África e principalmente sobre a Guiné-Bissau, Guto Pires é um observador atento do mundo que o rodeia, aliás fonte para a sua inspiração. Veja momentos memoráveis na vida do artista. CARREGUE AQUI.

Tendo sido um dos primeiros artistas guineenses a se radicar em Portugal, Guto Pires é detentor de um vasto curriculum que já extravasou em muito o seu sonho inicial. Ao longo da sua carreira Guto Pires definiu uma estética musical própria, incorporando nas suas criações a dimensão polifónica, presente na cultura do seu país - apesar de ter deixado a sua terra natal ainda criança -- uma herança que o artista faz questão de preservar, abrindo assim, um campo sempre renovado de intervenção para as futuras gerações de músicos guineenses.

Ainda durante a fase do grupo ISSABARY, Guto Pires participou desde 1995 nos colectivos “SONS DA LUSOFONIA” e “SONS DA FALA” (grupos que integram entre outros, Sérgio Godinho, Vitorino, Filipa Pais, Rui Veloso, Carlos Martins, Tito Paris, Dany Silva, Bana e Filipe Mukenga). Os agrupou cerca de 9 artistas e de tantos outros acompanhantes, cujo objectivo foi promover a música típica de cada país africano nas terras lusas.

No dia 28 de Maio de 2002 , Guto Pires apresentou, pela primeira vez, o seu primeiro disco a solo, "Sol Na Manssi" (Amanhecer) - um trabalho recheado de colaborações de peso.

 

 

 

 

 

Com temas próprios e temas populares da Guiné-Bissau, num total de 11 composições, Guto Pires introduz-nos na riqueza musical da sua (nossa) terra mãe dando voz ao amor, à paz e à liberdade.

Para companheiros dessa aventura musical Guto Pires convidou alguns dos melhores músicos na área da música africana: Nas Guitarras, Djon Mota, (natural da Guiné-Bissau, radicado há vários anos em França e habitual acompanhante de Salif Keita e Angelique Kidjo) e Adriano Tundú (Guiné-Bissau);

No Baixo, Miguel Yamba, Angolano de origem, também residente em França e músico de Papa Wemba e Oliver N´Goma. Nas teclas, Humberto Ramos (Cabo Verde), músico de Ildo Lobo.

Nos Metais, o brasileiro Miguel Gonçalves (trompete) e o português Rui Gonçalves (trombone);

Nas percussões, Dalú Rogee (Angola), Armando “Gente Nöba” Pereira, Wié Sissokó e Lilison, (Guiné-Bissau); na percussão Sikó, Iva (Guiné-Bissau) e os Dumdumba (orquestra de percussão de Lisboa especializada em ritmos africanos e brasileiros);

Na bateria, Nandu Ndu e Dinho Silva (Angola);

E nas vozes, Mino Nogueira, David Makulé e Maio Coope (Guiné-Bissau), Vânia (Moçambique) e Kaxuxa Sobral (Angola).

Em 2008, Guto Pires participou num trabalho discográfico “Venham Mais Cinco” inspirado por Zeca Fonso, cantor português. Também durante o ano de 2008, Guto Pires fez sete concertos na Bélgica e na Holanda.

Pela forma como soube abraçar, lutar, amar e divulgar a música guineense, Guto Pires é certamente um dos embaixadores de gumbé não só em Portugal, mas pelo mundo inteiro.

Veja momentos memoráveis na vida do artista. CARREGUE AQUI.


Fontes:
http://www.attambur.com/

www.myspace.com/gutopires

http://gutopires.blogspot.com/

Informação adicional & Edição: Umaro Djau (gumbe.com)