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SALVADOR 'TCHANDO' EMBALÓ é oriundo da Guiné-Bissau,
Ainda como criança, Tchando aprendeu a tocar muitos Os interesses de Tchando não se limitavam apenas à música. Tchando foi sempre um grande apoiante da justiça. Ele esteve sempre atento às constantes violações dos direitos humanos no seu país de origem, a Guiné-Bissau, desde os primeiros anos da sua independência. O seu posicionamento contra a injustiça social e a política de então, foi tido como uma afronta às autoridades governamentais da época. Como consequência, Tchando foi aprisionado durante dois longos e sombrios anos, 1977-1979, acusado da traição à Pátria. Valeu-lhe a intervenção da Amnistia Internacional, para que as autoridades guineenses finalmente considerassem o seu julgamento num Tribunal Militar Superior, ao lado de outros companheiros da mesma causa. O julgamento só teve lugar vinte meses depois da sua detenção. Condenado a quatro anos de prisão, Tchando foi libertado imediatamente após o julgamento, por já ter cumprido a metade da pena e por tido um bom comportamento durante esse período. Em 1982, Tchando emigrou-se para Portugal onde começou a sua carreira profissional. Nas terras lusas, Tchando participou em vários projectos, tendo feito gravações com o cantor guineense Fernando de Carvalho e participado no grupo Issabary, que aliás, ele próprio fundou e baptizou. E por três anos (1985-1988), Tchando trabalhou como músico em Paris, tendo tocado com uma data de artistas, entre eles o guineense Kaba Mané, com quem gravou e produziu dois álbuns e fez excursões pela Europa inteira. Tchando resolveu estabelecer-se na Dinamarca em 1988. Desde então o artista fez parte de diversos agrupamentos na sua qualidade de cantor e guitarrista, assim como arranjador e compositor para demais artistas.
No groupo "Bliss", Tchando contribuiu não só como letrista mas também como um dos seus cantores principais, juntamente com a sueca Alexandra Hamnede e com a inglesa Sphie Barker do grupo "Zero 7" (convidada para o álbum "Quiet Letters"). Muitas canções do "Bliss" foram utilizadas pelas várias estações de Televisões tanto na Dinamarca como nos Estados Unidos. Por exemplo, em 2005, a DR1 (Danmarks Radio - a principal estação televisiva do país) escolheu uma das canções do grupo "Bliss" escrita por Tchando "Quiet Letters" para um documentário que contou com a entrevista de dez dirigentes políticos cujas decisões mudaram o curso da história. Entre eles, Desmond Tutu, Madeleine Albright, Lech Walesa, Daniel Ortega, Moammar Kadhafi, entre outros. Este documentário foi visto em mais de vinte e cinco países. Nos EUA, o canal da TV CBS utilizou vários títulos escritos e co-escritos por Tchando para a conhecida série de crime "CSI" e assim como nas séries "Black Donnellys". Em 2007 Tchando participou nas gravações como co-escritor, co-arranjador e cantor da canção "Good" para o álbum-sucesso da cantora liberiana-alemã de "soul", Pat Appleton. Em 2008 a canção "Kissing" também co-escrita por Tchando para o grupo "Bliss" fez parte do "soundtrack" do filme "Sex and the City". Décadas depois de ter nascido a paixão pela música, Tchando está prestes a lançar o álbum "Ba" (o Mar, na língua Mandinga), que será, sem dúvidas, uma das suas melhores obras discográficas -- uma verdadeira redescoberta da cultura Afro-Mandinga e Fula.
Nos anos de 1992, 1995 e 2005, Tchando teve a oportunidade de trabalhar como compositor musical do agrupamento teatral dinamarquês, em estreita colaboração com o seu Director e Escritor.
Tchando durante "Tchando" |